14 de julho de 2012

três pontinhos

E quando os outros somos nós também...

12 de julho de 2012

Fear factor

E ele volta e se instala vira e mexe. Este estado de pânico, de ansiedade em modo insegurança. A velha sombra que não me abandona e que faz questão de se fazer sentir sempre que as coisas correm com naturalidade, sempre que no geral está tudo bem e que não há aparentemente nada que me possa dar um tilt.  Chega sorrateiramente e apodera-se do meu pensamento e da minha clarividência fazendo com que veja muito mais do que a simplicidade que me é apresentada. E aí...não fico bem, não estou bem, desconfio, quero me afastar, sofro em silêncio no meio de uma batalha de mim para comigo. Sei lá, há alturas que penso que somos duas a habitar o mesmo corpo. O meu yin yang manifestados à vez. Não sei o que é ser esquizofrénico, mas por vezes chego a comparar esta minha cabeça absurda à de alguém com essa condição. Enfim...neste momento estou no meu campo de batalha interior a tentar travar o "Darth Vader" que me assombra. Qual Jedi, may the fore be with me

11 de julho de 2012

vozes de burro

Ulha...parece que sódona Florence e os amigos Machine já não actuam no Alive 2012..é chato é, mas se querem saber até tenho aquela pontinha de felicidade (estão a ver a típica cena do sorriso no canto do lábio e o hã hã...). Eu não ia poder ir ver porque vou estar a trabalhar e assim...pronto custa menos a passar o meu sábado...nhanhanhanhaaaaaaaaaaa :P
Agora para ser mesmo perfeito era o Robert ter um fanico e os The Cure não subiam ao palco também...sweeettttttttt....(vá pronto não vou ser tão rancorosa que parece mal...)

O mundo ao contrário

E de repente a confirmação, a certeza de que não correspondes ás expectativas dos demais, daqueles que juraram proteger-te e que agora se entregam ao desespero e ao drama do inerente "mas onde foi que eu errei". Sentem-se defraudados, sentem.se impotentes e incapazes de mudar aquilo que o destino assim definiu, sofrem num silêncio deturpado pelos afazeres da vida, na incredulidade de que também eles são os outros. Eu? Eu estive sempre na penumbra a fazer a minha tão típica avaliação comportamental, seguido de algum "jornalismo de investigação". Observei aqui, indaguei ali e quando já conformada, a confirmação revelou-se uma dádiva, um descanso de alma. Ao longo destes últimos tempos, só consigo pensar no quão injusto é não ser uma ovelha igual ás outras, na estupidez de uma maioria que se serve de fatinhos de lã monocromáticos para ditar o que é certo ou errado, o que devemos ou não fazer o que é digno de ser aceite ou não. Na minha cabeça (por vezes tacanha e teimosa, eu sei eu sei...) não faz sentido que a natureza tal qual ela é não seja aceite pela lei dos homens. Não faz sentido que se tenha de vestir uma pele que não é a nossa só para se estar em conformidade com os demais, só para ser mais um na estatística ou ainda pior...para ser aceite por aqueles que à partida se sabe que de outra forma nunca nos abraçariam no seu meio. Não entendo porque raios nos tentamos enfiar num fato que tarde ou cedo se romperá e deixará à mostra aquilo que verdadeiramente somos (qual gato escondido com o rabo de fora), sim, porque por mais voltas que se dê, a verdade é infalível e virá à tona de alguma maneira.  E aí? o que é suposto fazer? rasgar a falsa pele e assumir-nos tal qual como somos? ou continuar a negar mesmo que os factos sobreponham todo  e qualquer argumento?...pois é...como diria o outro, parece fácil... 
E nisto por aqui me fico, sempre na retaguarda pronta a gritar com um mundo de falsa moral do qual há muito me afastei. Pronta para te dar a mão e caminhar lado a lado com as nossas diferenças. Seremos ovelhas tresmalhadas num rebanho que outrora fora nosso, mas seremos para sermos nós. 

Com amor  

9 de julho de 2012

Ainda bem que apareceste

Há alturas em que parece que vivemos desesperadamente à procura de algo ou de alguém. Daquilo que nos complete e nos preencha em praticamente todos os requisitos. Alguma coisa que nos encha o espírito e nos faça pairar num estado de profunda graça e leveza. Cruzamos-nos com variadas pessoas e a muitas delas até permitimos que façam parte da nossa vida e que dela partilhem etapas importantes, mas a sensação de que serão uma efemeridade rapidamente se impõe e num ápice tudo o que havia como certo com elas se desvanece. Porém, e isto é que é importante reter, quando menos esperamos eis que tropeçamos no final da procura. Muitas das vezes só nos apercebemos que deixamos de procurar quando em silêncio constatamos que há muito que este deixou de ser constrangedor, sendo até apaziguador da alma. E é neste momento que se acendem todas as luzes nos nossos olhos, que o nosso corpo grita a conquista do seu porto seguro, do fim da procura do descanso dos merecidos. Ainda bem que apareceste, ainda bem que para todos nós que acreditamos tudo o que procuramos aparecerá. 

(we are We...benetton)

5 de julho de 2012

Ora bem...voltei

Pois é, depois de mais de 2 semanas de ausência (gri-gri total) diz que me lembrei que tenho blog e que até gosto de parar por aqui para botar olho. Enfim...perguntam vocês onde me enfiei, certo? Por aqui mesmo, neste cantinho em Oeiras que se tornou a minha casa e onde a banda sonora ( a propósito de um poste da J. que acabo de ler) são os barulhos da panóplia de equipamentos. Ultimamente o cenário da Je é o seguinte:
maquilhagem à panda - confere
sapato raso - consta
sono - ui...impera
vontade - em queda
vida social - vestigial 
E para que não bastasse, diz que a cena não vai mudar muito nos próximos tempos (que é como quem diz até meados de Agosto) que o tempo urge e é preciso resultados e estrutura para tipo anteontem!!! 

Enfin....

Posto isto, ando em fase de gestão de acontecimentos, de vivências e novas conformações. Sentimentos novos são descobertos todos os dias e novas lições e chapadas de luva branca têm recheado as horas pelo hostel (tipo minha casa, onde só vou dormir e tomar banho, tão a ver??), mas...cenas de um próximo e para breve post... ;)

(Ali para os lados do NMR)

21 de junho de 2012

Estado de Pânico

Pronto, acho que ela desceu (em doses infantis, tipo happy meal) sobre mim e aqui estou eu isolada na biblioteca (qual tempos de faculdade em que só restavam 2 dias para estudar para um cadeirão qualquer e a vontade era a mesma que esta que tenha 2% - isto porque fui obrigada, senão 0%) a caçar referências, a copiar excertos de texto enquanto a minha estimada massa cinzenta trava uma guerra hercúlea para esquematizar técnicas que devem ser usadas no trabalho. Se isto não é vontade (dadas as conjecturas já mencionadas) o que será... :P. 
Ah, falta ainda mencionar que acordei com o chefe que até ao final do dia tem de esquecer que eu existo porque o estimado apenas contribui para o aumento da cinética e consequente aumento de entropia no meu dia com típicos episódios destes:

Ele: N. já escreveste o projecto? quero riscar...
Eu. Estava agora a....
Ele: vá anda lá vamos ao NMR ver o espectro
Eu: mas eu...
Ele: va vamos vamos...ah e já sabes para que serve o tau c? e como medir T2? já fizeste a lista das referências? como deram os espectros de T1? ah, vai lá a cima buscar o computador que vamos mudar a fonte...

(pronto agora digam-me vocês quem é que consegue fazer alguma coisa aqui com este frenético senhor??)