13 de novembro de 2012

dos dias não

Há aqueles dias em que ficar na cama a ver a vida passar ali do lado de fora da janela do 2ºandar é de todas a decisão mais sábia. Porém, o ser workaolic que habita em mim sisma em contrariar a sensatez matinal gritada por um corpo que no seu geral já não aguenta mais e por uma cabeça que há muito deixou de funcionar a 100%. Todo o meu ser grita por férias, umas semana de noites bem dormidas e descanso mental, porém, aquele ser estranho que me habita impede-me de ficar largada em casa a dar azo ao não fazer nada. Resultado, um dia de trabalho passado entre o desespero de nada simplesmente correr bem e a vontade de chorar, mandar tudo ao alto e refugiar-me no colo da mulher da minha vida. Ser novamente pequena e bater o pé quando a vontade de ir para a escola era milhares de vezes menor do que o desejo de ficar na cozinha a vê-la fazer alguma coisa. 
Hoje é um dia desses.....

10 de novembro de 2012

Por uma noite

Por uma noite voltámos atrás (ou quem sabe não tenhamos dado uns passos em frente...quem sabe...), fomos crianças, rimos a bandeiras despregadas enquanto dançávamos um dos hit mais badalados (e igualmente idiota) deste ano. Enquanto pulavamos e faziamos movimentos de galope, vi-nos ali, em algo que poderia perfeitamente fazer parte do álbum de memórias daquela altura em que tu e eu eramos quase um só, a dupla maravilha que não estava uma sem a  outra (tipo Haggen&Dasz ou Baskin-Robbins). Houve partilha, falei-te de mim, a mulher que hoje não conheces, das minhas prespectivas futuras, do que vai no meu coração e dos próximos passos importantes. Apesar dos pesares, continua a ser fácil falar contigo, continua a haver aquele diálogo sem muitas palavras e principalmente aquelas pequenas coisas que só nós entendemos. Enfim, soube bem perceber que de facto o tempo não consegue escrever por cima daquilo que outrora ficou marcado no livro da vida. Por outro lado, percebi também que  por mais que tentemos não apagamos as boas memórias daqueles por quem já dedicamos carinho, afecto e amizade. Embora hoje sejemos cada uma por si na sua vida e com as suas pessoas (salvo aquelas que de uma forma ou de outra mantemos em comum) é sempre bom sentir o sabor dos velhos tempos. 

(Obrigada J. por me conheceres tão bem e saberes que por vezes pequenas coisas por maior que seja a minha relutância me farão feliz ;) )

30 de outubro de 2012

Um bem maior

Emoção foi aquilo que senti após horas à espera que ela viesse ao mundo trazer a sua luz. É pequena, e rechonchuda, tal e qual como sonhei. Tem o teu nariz e as tuas bochechas gordinhas, tem os olhos e a boca da mãe. E tem algo ainda maior...é tua. Dizia-te que pensar que ainda "ontem" fazíamos mais de 1km até à aldeia vizinha para ir ás aulas, trepávamos árvores e ensinavas-me a andar de bicicleta, atirávamos sacos de água e quase matávamos uma velhota. E hoje...hoje és Pai e cumpres um sonho há muito desejado. Sei que a partir de hoje a protegerás como sempre protegeste as tuas meninas, com garras de leão e coragem de gigante. Sei que haverá tudo para ela recheado do maior amor que alguém pode nutrir por outrem. E sei também que a partir de agora o teu jeito de miúdo trará aquela responsabilidade e aquele brilho nos olhos de quem pela primeira vez pegou nos braços um pedaço de si. Chorei, chorei de felicidade, chorei de emoção por viver tão de perto o milagre da paternidade, o sonho tornado realidade. As palavras não me chegam para exprimir o orgulho de ser tia de um ser tão pequeno que a partir de agora voltará a inundar a nossa vida de alegria. Parabéns meu irmão porque por hoje em diante és Pai e saberás sê-lo na maior perfeição. 

26 de outubro de 2012

A nossa primeira vez

Mais logo estaremos no meio da multidão, a ouvir aquelas músicas que de uma noite se tornaram nossas, e passaram a marcar a nossa história. Nunca te contei isto, mas há quase um ano atrás ouvia Stacks quando recebi o telefonema a desejar uma boa viagem. Hoje tenho a certeza que Perth será maior que o recinto do Campo pequeno, mas caberá perfeitamente em nós.

14 de outubro de 2012

Something good, something new

Ele: ainda não postaste as boas novas? até estou a estranhar...
Eu: pois não...tenho de fazê-lo...

Não é que não quisesse correr para aqui para publicar que estava a rebentar de felicidade e de camadas de olhos orgulhosos de mim. Mas simplesmente sou assim. Parece que quando atinjo um grande feito tenho seleuma de gritar aos 4 ventos que afinal sou melhor do que por vezes penso (e neste momento sei de algumas pessoas que vão ler isto e pensar, a sério N.? que mona que tas...kakakakakka). E qual foi esse grande cena, perguntam-se muitos (já a rebentar de curiosidade que eu sei...:P)...pois é, diz que a N. foi agraciada com uma bolsa de doutoramento e que até nem se saiu nada mal em termos de mérito pessoal. Surpresa grande para mim, que parecia ser a única da torcida a duvidar. 
Da chuva de telefonemas e sms de amigos e família houve 3 que tiveram aquele peso e arrancaram a lagriminha...mãe, pai e a minha excelentíssima avó. Em boa verdade esta senhora é a grande responsável por tudo aquilo que hoje sou e dar-lhe aquela notícia ás tantas da noite, e ouvir a voz embargada de emoção e orgulho fez valer a pena todos os anos que tenho passado a estudar e a desesperar (óbvio que a pessoa adora um bom drama rama...loool). Houve um olhar que nunca me vou esquecer, o do R. que sofreu tanto ou mais do que eu com os segundos à procura do nome na lista de seriação, e que já cego ouve-me gritar que entrei. Olhou para mim com tal orgulho e só disse: parabéns minha doutora, seguido de um abraço apertado. Este dia também foi marcado pela ansiedade dos dois fiéis companheiros desta vida, cuja a emoção do resultado lhes fez tão felizes quanto a mim, J. e S. incansáveis nas boas vibrações e positivismo.
Depois da notícia dada, saio para festejar com o mensageiro V. que tal como todos os outros tinha uma certeza inabalável de que este era o meu ano. E pronto, o clima de festa e euforia culminou com shots à parva, finos para amenizar a tequila e outras cositas más...hahahahha. Resultado: sábado de ressaca que é o que se quer nestas alturas, na companhia da M.  que claro está não poderia deixar de ir axincalhar a sua nerd preferida.
Enfim...e foi assim que aconteceu na noite em que soube que tinha ganho uma bolsa de doutoramento FCT. (não, não vou falar dos dramas nos pagamentos, hoje não...looool)

Obrigada a todos pelo orgulho, palavras de incentivo e pelo amor. Convosco sei ser mais.



10 de outubro de 2012

um miminho

Hoje foi dia de correria (parece que a minha tolice me permite organizar-me ainda mais quando estou carregada de trabalho, por isso toca de me armar em mula e acumular mais algumas tarefas) e mal consegui dar um lamiré pela blogosfera. Mas como sou assim, este ser cheio de graça (é o que dá estar a pé desde as 6:30 da matina) deixo-vos aqui um docinho muiscal desta senhora que deu um concertaço no Alive12

Miss Santigold 

9 de outubro de 2012

Resumo alargado

Prometi e aqui está ele... N. na vindima
Era quinta-feira, dia forte da greve da CP e entupimento de tudo que era artéria, veia, capilar e afins rodoviários e até os caminhos de cabra que permitiam escapar da capital. Foi dia de trabalho e de stress e nunca mais se avistava o início do fim de semana alargado com promessa de regresso à Beira Interior. Depois de abandonar o instituto, stressar com o site da rede expressos para confirmar autocarros para o R., demorar iénios a fazer a mala, correr rua abaixo para encontrar o V., ir á casa dele buscar a respectiva tralha e passar pouco mais de uma penosa hora no trânsito, finalmente se avistava a A1 com alguma clareza e a ideia de descanso ganhava forma. Duas horas e meia depois dos 300 km que separam Lisboa de Belmonte, lá chegávamos nós para devorar o empadão de atum que a tia Célia tinha prontinho à nossa espera. Barriga cheia, café da esquina e corpinho descansado na cama que o dia seguinte prometia. Sexta-feira depois de almoço, sapatilhas nos pés, calças velhas, t-shirt da repsol (grande e larga a lembrar as t-shirts tamanho único da escola primária) luvas de podar, tesoura e boné, que isto nunca se sabe, e lá foi N. atacar os ramos das videiras à procura dos mais belos cachos de uva de vinho. Ela cortou, cortou, encheu baldes e lá andou feliz e contente a espalhar na cara de todos aqueles que duvidavam que a princesa (na verdade uma campónia criada numa aldeia lá para os lados de Vialonga) não seria capaz de enfrentar as lides campestres. Em verdade vos digo que não só dominei o receio de que a qualquer momento me surgisse uma cobra à frente (saltinhos e suores frios dominados a cada mexer de palha a uns metros de mim), como no dia seguinte ainda fui apanhar maçãs...hahahahhaha. 
Não, não tirei fotos de belos momentos (porque quem me conhece sabe que sou uma desligada dos flashes e além disso quero que se matem a rir a imaginar a bela da figurinha...leinda leinda que tava), mas tenho fotinhas desse "grandioso" castelo de Belmonte que contém a mais famosa janela manuelina da história da arquitectura portuguesa.

Mais detalhes e surpresas nos próximos capítulos (agora vou dormir que R. chegou á cama...hehehe)