13 de julho de 2013

A porta

E de repente a porta começa a fechar-se. Aquela que fora escancarada e servira de entrada para um turbilhão de emoções com sabor a descanso do esforço hercúleo de meses; aquela que permitiu o acesso a um gigante nunca antes defrontado, que ao entrar fez do seu reino dono e senhor, é a mesma que hoje experimenta o ranger das juntas gastas e sem óleo num duro balançar da corrente de ar. E ela está do outro lado deitada no chão, cansada e sem forças para lutar mais. Despojada de energia ouve o vento rugir e o ranger da porta sem capacidades de se levantar e fazer algo que impeça tamanho ruído na sua cabeça. Os ouvidos zombem num retinir de lembranças daquilo que se está a perder. quer gritar e pedir ajuda, mas até para isso lhe faltam forças. O tempo passa e a cada rugido do vento e balançar da porta ela sabe que inevitavelmente ela se irá fechar... 

20 de junho de 2013

Because the sun always shine


Não importa que esteja inconstante, que intercale com dias em que parece que o inverno nunca se foi embora; que dê espaço a outonos presistentes e tão semelhantes aos britânicos, porque no fim ele sempre volta, forte, quente e brilhante. Tal como qualquer vida preenchida de emoção, haverão smepre dias tristes, de escuridão e frio, outros em que o chuvisco presiste e os pés ficam desconfortavelmente húmidos, mas no fim, o sol acaba sempre por brilhar, secar os pés e aquecer um corpo por vezes macerado de tanto frio. Porque viver é isto mesmo, andar no limbo sempre na esperança de um dia melhor, um shinny happy sunny day. 

24 de abril de 2013

One day

Porque está sol, porque o final do dia se avizinha e a perspectiva é de relax e porque adoro esta desde o dia 1 e ainda não lhe tinha dado honras neste espaço.




(Porque hoje voltei a sentir-me a menina que tem borboletas no estômago e quer muito que o dia cabe para ir ter com ele...)

23 de abril de 2013

Feliz dia do livro


E logo pela manhã uma inexplicável sensação de receber pelas mãos de um estranho um livro de um dos nossos escritores de eleição. Ainda por cima quando há uns dias que o pensamento imperativo é: preciso mesmo de comprar um livro. Foi assim a minha manhã no sítio de sempre (um bocado mais tarde do que o costume) que para além da agradável vista para o rio que me brinda todos os dias, hoje teve um bónus em forma de letras compiladas numa história que sinto será deliciosa. 

14 de abril de 2013

Enjoy de silence

Mote de domingo de sol, no qual trabalhar foi imperativo. Aproveitando a dàdiva do silêncio que se faz notar por ausência de pessoas, põe-se projectos em dia, ouve-se música e aprecia-se o que há de melhor quando a cabeça não aguenta muito mais - paz e sossego.

11 de abril de 2013

Mundo cão





Um mundo onde o cinismo e a falsidade imperam, onde rirem contigo é sinónimo de falarem mal de ti assim que virares as costas, onde fazer piadas maldosas e comentários desconcertantes são apenas mais uma "brincadeira". Um mundo onde teres personalidade e dois dedos de testa para não embarcares no ciclo vicioso do diz que disse e do sorriso pontas de faca faz de ti a pessoa de "quem não se quer ser amigo fora daqui"...Pois é, pensei que esta fase já tinha passado, que tinha ficado esquecida há mais de 10 anos atrás (para algumas pessoas até há um bocado mais), mas não. Parece que finalmente chegou a prova irrefutável de que as gentes aqui da minha terra não primam pela genuinidade e pela adorada desfaçatez do "e quê, já te punhas fina que aqui ninguém te curte" (assim como a malta lá de cima..ahhh saudade dessa gente). Enfim, no final contas feitas, este tipo de gente não passa daquela ínfima fatia que embora insignificante, a dose diária, parecendo que não, causa a mossita. 

9 de abril de 2013

Das coisas que me passam pela cabeça

Hoje é um daqueles dias em que me apetece escrever sobre tudo (para contrariar a falta de génio inventivo que me tem povoado nos últimos meses) Saí logo pela fresca de casa e enquanto descia uma das mais movimentadas ruas de Lisboa, pensava naquilo que foi das minhas experiências mais traumáticas até hoje (pânico geral..nem vos passa) e que justifica o meu receio de voltar a pertencer a alguma rede social. Então assim muito resumidamente, estão a ver aquelas cenas de filme em que pessoas indesejadas descobrem o nosso email e sob um nome diferente contactam-nos e em menos de nada abrem a porta para todo um ataque informático de pessoas que quisemos enterrar bem lá no recôndito da memória? Gente que a dada altura foi responsável por um desequilíbrio emocional da je custando-me um ano lectivo? (tão a ver o tipo de perversão?)...pois bem, isto tudo em pleno Hi5 (sim, o mítico, desculpem lá, mas na altura eu era caloira e isso estava na moda..lol). Resultado, N. viu-se outra vez a viver o pesadelo dos 17 anos, com a agravante de que já se tinham passado 3 anos e aquela gente continuava do mais implacável possível. Enfim, não estou com isto a dizer que era uma santa na altura (nunca, jamais em tempo algum, porque era e continuo a ser uma baldas às lições de falso moralismo e conformismo de grupo) e que não lamentava alguns comentários tecidos à dita que me encontrou, mas...foi forte e assustador ver tanta maldade e ressentimento de gente que supostamente era minha amiga e tal como eu não se coibia de fazer piadas às coisas típicas da adolescência. Escusado será dizer que me acagacei de tal forma com a perspectiva de reviver o trauma que bloqueei toda a gente (sim, até do meu msn se fizeram de convidadas...doideira) e pouco depois a conta e jurei não mais voltar a nada daquilo que implicaria exposição na rede. Porém, o tempo e as exigências familiares e profissionais ditaram que moi meme cedesse e lá voltasse a dar ar de sua graça no famigerado livro das caras. E pronto, em modo super privado, com info restrita aos tais que de facto conheço e com ataques de pânico quando vejo pedidos de gente que só porque conhece alguém que conheço já quer ser amigo, lá vai N. participando nas coisas da rede. 

...feedback da experiência nos próximos capítulos :P...