4 de agosto de 2013

Quando a cabeça não se liberta...

Preciso que ela pare que está a dar comigo em doida. Contesta tudo, anula tudo, quer impor a sua supremacia da racionalidade e constantemente me pergunta o que ando a fazer e o que quero da minha vida. Ela é que devia saber disso porque é ela quem me controla, mas parece que ela própria não sabe o que quer. Grita, estrebucha e fecha-se em copas sem me explicar porquê...dou voltas e mais voltas à procura da razão em quem a devia ter e nada. Estamos oficialmente em guerra, eu quero respostas e ela só me faz perguntas...

15 de julho de 2013

Das músicas que oiço

 "Where there is desire
There is gonna be a flame
Where there is a flame
Someone's bound to get burned
But just because it burns
Doesn't mean you're gonna die
You've gotta get up and try try try
Gotta get up and try try try
You gotta get up and try try try"



E depois há destas que fazem imenso sentido

14 de julho de 2013

E depois do "felizes para sempre"?

Não tem onde estar, não tem com quem estar, não tem como estar. Perdeu-se num sonho e perdeu o sonho. De repente acordou e percebeu que não há coisas perfeitas, não há sentimentos perfeitos, não há relações perfeitas, não há contos de fadas. Se alguns sapos podem ser príncipes, hoje ela sabe que todos os príncipes são sapos. É  a recíproca que quase sempre se verifica na história da vida dela. Sabe que há sapos que nunca serão príncipes, mas como se volta a reverter um sapo que outrora foi príncipe? Que feitiço ou encantamento se usa para recuperar aquilo que a cada dia se desvanece? De todos os livros que leu enquanto menina sempre terminaram num "e viveram felizes para sempre", mas nenhum deles lhe explicou que depois do príncipe salvar a princesa das garras da bruxa má e do final feliz naquele momento há toda uma vida depois disso. Ninguém escreve livros sobre a vida da Cinderela e do seu príncipe depois de se casarem, ou da Branca de neve ou de outra qualquer outra princesa que teve o "final feliz" no conto. O pós final feliz não é fácil, não é conto de fadas é a dura realidade. Cai o pano, cai o sonho fica o incómodo da manhã o não saber estar, não ter como estar, não ter onde se refugiar. 

13 de julho de 2013

A porta

E de repente a porta começa a fechar-se. Aquela que fora escancarada e servira de entrada para um turbilhão de emoções com sabor a descanso do esforço hercúleo de meses; aquela que permitiu o acesso a um gigante nunca antes defrontado, que ao entrar fez do seu reino dono e senhor, é a mesma que hoje experimenta o ranger das juntas gastas e sem óleo num duro balançar da corrente de ar. E ela está do outro lado deitada no chão, cansada e sem forças para lutar mais. Despojada de energia ouve o vento rugir e o ranger da porta sem capacidades de se levantar e fazer algo que impeça tamanho ruído na sua cabeça. Os ouvidos zombem num retinir de lembranças daquilo que se está a perder. quer gritar e pedir ajuda, mas até para isso lhe faltam forças. O tempo passa e a cada rugido do vento e balançar da porta ela sabe que inevitavelmente ela se irá fechar... 

20 de junho de 2013

Because the sun always shine


Não importa que esteja inconstante, que intercale com dias em que parece que o inverno nunca se foi embora; que dê espaço a outonos presistentes e tão semelhantes aos britânicos, porque no fim ele sempre volta, forte, quente e brilhante. Tal como qualquer vida preenchida de emoção, haverão smepre dias tristes, de escuridão e frio, outros em que o chuvisco presiste e os pés ficam desconfortavelmente húmidos, mas no fim, o sol acaba sempre por brilhar, secar os pés e aquecer um corpo por vezes macerado de tanto frio. Porque viver é isto mesmo, andar no limbo sempre na esperança de um dia melhor, um shinny happy sunny day. 

24 de abril de 2013

One day

Porque está sol, porque o final do dia se avizinha e a perspectiva é de relax e porque adoro esta desde o dia 1 e ainda não lhe tinha dado honras neste espaço.




(Porque hoje voltei a sentir-me a menina que tem borboletas no estômago e quer muito que o dia cabe para ir ter com ele...)

23 de abril de 2013

Feliz dia do livro


E logo pela manhã uma inexplicável sensação de receber pelas mãos de um estranho um livro de um dos nossos escritores de eleição. Ainda por cima quando há uns dias que o pensamento imperativo é: preciso mesmo de comprar um livro. Foi assim a minha manhã no sítio de sempre (um bocado mais tarde do que o costume) que para além da agradável vista para o rio que me brinda todos os dias, hoje teve um bónus em forma de letras compiladas numa história que sinto será deliciosa.